Marie-Hélène de La Tour d’Auvergne-Lacoste
Os herdeiros de uma língua sem escrita: o ladino nas aldeias do Trentino e o que ainda se canta nas festas de inverno
Moena, Itália

- Ano
- 2004
- Lugar
- Moena, Itália
- Formação
- Mestrado em Assuntos Europeus, Sciences Po
- Tema
- Linguagens
Linguista de formação, Marie-Hélène de La Tour d’Auvergne-Lacoste interessa-se pelas línguas minoritárias dos Alpes. Passou um inverno nas Dolomitas coletando canções e expressões em ladino.
O ladino é falado por cerca de trinta mil pessoas em cinco vales das Dolomitas. Durante muito tempo, foi uma língua sobretudo oral. Marie-Hélène passou o inverno de 2004 em Moena, no vale de Fassa, coletando canções, provérbios e receitas.
Os mais velhos cantavam sem hesitar; os mais novos sabiam as melodias, mas nem sempre as palavras. O texto final pergunta o que significa herdar uma língua que se ouve mais do que se lê.
“A nossa língua não está nos livros, está na cozinha.” — Maria, 84 anos
O trabalho foi publicado na Sens Public e serviu de base a uma tese de doutorado defendida em 2010.

